Quando decidiu que queria fazer alfajor para ter uma renda extra, a Micheline Tavares foi pesquisar no Youtube, mas nem teve paciência de ver o vídeo até o final. De cara ela entendeu e já foi para a cozinha. A ideia de fazer alfajor surgiu em um momento difícil. A mãe da Micheline teve alzheimer e morreu no meio da pandemia. “Sofri muito, mesmo sabendo da necessidade que seu corpo físico precisava descansar, desse pesar que a vida lhe impôs”. A Micheline é arquivista de tapes em uma emissora de TV, e sempre pensou em ter uma renda extra. E foi no momento em que buscava se equilibrar emocionalmente que veio a ideia dos pirulitos de alfajor.
“Eu nunca me imaginei fazendo algo do gênero, pois não tenho tanta intimidade com esse mundo da culinária, sempre soube me virar com o básico. Então pensei, preciso descobrir algo prático, interessante, saboroso, que não me dê muito trabalho (até por conta do meu tempo) e que seu custo também não seja exorbitante”.
Assim nasceu o Pirulijor, nome sugerido por uma sobrinha, a Bruna Caroline Tavares, que também foi grande incentivadora. Depois de assistir rapidamente o vídeo de como fazer, ela foi a uma casa de festas, comprou os ingredientes e começou.
“Lembro que foi em um sábado, fiz os primeiros vinte e cinco pirulitos, na cozinha de casa, uma pegada artesanal, íntima e de encontro mais uma vez com o novo, que ao mesmo estava fazendo papel de autoconhecimento e cura, foi feito com muito carinho, cuidado e prezando o capricho. Ainda não tinha nome, sem logo, um recém nascido sem batismo”.
O Pirulijor - Pirulito de Alfajor é composto de bolacha Maria redonda, recheado com doce de leite, banhado no chocolate meio amargo preto ou chocolate branco e coberto de confeitos como granulados de chocolate, coloridos e floquinhos de cereais para ficar mais crocante. " Queria na forma de pirulito, pois achava que seria mais atrativo aos olhos do público infantil, já que esse seria o público alvo, em Buffets de Festas Infantis, pré-escolas, aniversários e lembranças”. A pandemia acabou dificultando esse objetivo, mas como a Micheline diz, isso não vai durar pra sempre. O companheiro da empreendedora, Marco Antonio Meireles da Silva ofereceu os primeiros 20 pirulitos e vendeu todos. “Foi realmente emocionante, os primeiros passos que nos impulsionou a continuar”.
“Daí por diante, creio que é quase uma maternidade, você aprende, cresce e se desenvolve com a caminhada. Os instintos, a intuição e ideias vão nascendo dia a dia. Mesmo sem ter muita noção, fui arriscando criar a logo e criei, depois entrei em contato com quem fazia etiquetas . Fui tentando adentrar as redes sociais, com o que conseguia criar mesmo timidamente”
A família e os amigos foram os primeiros clientes e oferecendo aqui e ali em menos de 3 meses venderam mais de mil.
As dicas da Micheline
- E deixo como dica para quem quer ter uma renda extra, para que "faça barulho", aproveite as datas comemorativas como Páscoa, dia das Mães… não tenha medo de oferecer aquilo que você fabrica com dedicação e carinho, seja humilde, ofereça a amigos, vizinhos, familiares, muitos dei com degustação para que as pessoas provassem, conhecessem, dessem opinião, MENOS É MAIS.
-Seja prudente no início dos investimentos, (marque suas entradas e saídas), o início sempre vai ser um desafio, mas se jogue na criatividade, na sua intuição, aproveite as redes para divulgar sem custo; pense bem! Antes os vendedores não possuíam esse recurso, até rifa eu fiz para alavancar as vendas e ficar mais conhecida. Toda e qualquer ideia, que agregue é bem vinda, muitos milionários foram considerados loucos na sua época, rsrs e "O CÉU É O LIMITE".
- Estamos em um momento de renovação, readaptação, aprendizados sempre, acho que no seu mais alto nível, e a única certeza que possuímos é que estamos aqui de passagem, por isso o que se propuser a fazer, faça com dedicação, zelo, bom ânimo, respeito e fé. Acredite que nada é para sempre, mas sempre busque vencer seus fantasmas e limitações!
@pirulijor
Whatsapp: (41)98801.8401