Pet Pani

Publicitário aposta em padaria pet como Plano B

Sim, uma padaria pet com biscoito, chocolate, cerveja ,café, sorvetes, muffins e até bolo de caneca. Todos feitos com ingredientes naturais sem transgênicos, corantes ou aromatizantes artificiais. Essa foi a aposta do Guilherme Stawinski, para empreender em Maringá, noroeste do Paraná.

O publicitário, especialista em marketing, sempre atuou na área como redator em agências e até em uma empresa multinacional. Mas desde que se formou sonhava em ter um negócio próprio. Junto com a esposa, Camila Maciel, que ainda era namorada, e é jornalista, pensaram em ter uma assessoria de imprensa, mas a ideia não se concretizou.

Foi assistindo o programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios que ele conheceu a Padaria Pet, uma franquia com sede em São Paulo. “Passei meses namorando essa ideia, enquanto ainda estava empregado (na multinacional). A padaria era o meu ‘plano B’, minha ‘carta na manga”. Até que o destino deu o empurrão que ele precisava, a equipe de comunicação e marketing da empresa passou por uma reestruturação e ele foi demitido.

Depois disso foram três meses fazendo planejamento e tomando coragem para investir no projeto. “Em janeiro de 2019 assinei o contrato com a Padaria Pet e me tornei licenciado da Padocão, que é uma sub-marca da franquia”.

A certeza de que a marca seria bem aceita veio a partir de pesquisas feitas na cidade onde o Guilherme mora. Segundo ele em Maringá, no noroeste do Paraná, os pets têm conquistado cada vez mais espaço, não só nas famílias, mas também em espaços públicos e privados como shoppings e restaurantes.

O empreendedor começou devagar. Usando a experiência profissional de comunicação e marketing ele criou um perfil no Instagram e vendas online. As entregas eram feitas por ele mesmo. “Da redação publicitária veio a ideia de escrever cartinhas a mão para cada animalzinho que ganhava um agrado dos donos. Durante o fechamento da venda, eu colhia informações do animal e, com base no papo com o dono, escrevia uma cartinha personalizada. Esse carinho me fez conquistar os primeiros clientes. As cartinhas também geravam (e ainda geram) engajamento nas redes sociais, afinal, a maioria quer compartilhar a experiência de compra em suas redes”.

Com a ideia de começar aos poucos, uma loja física ainda não estava nos planos, mas participando de feiras e eventos e com muitos clientes perguntando o endereço, o Guilherme foi atrás de realizar mais esse sonho. Com a ajuda do Sebrae fez plano de negócio, foi atrás de crédito até conseguir alugar o ponto que considera ideal que é em frente ao Parque Ingá, região nobre e ponto turístico da cidade. A pandemia acabou atrasando a inauguração da loja, mas mesmo assim já está funcionando. “Esse atraso bagunçou completamente nosso planejamento financeiro e, por isso, precisamos negociar com todos os fornecedores para dar conta de arcar com os compromissos. Estou feliz com as vendas e acredito que a tendência é ir melhorando conforme as pessoas forem conhecendo a loja e os produtos e a rotina for voltando ao normal”.

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Além dos petiscos para fazer um agrado para os pets, a padaria vende biscoitos funcionais (para ansiedade, alergias de pele, para cães idosos e com sobrepeso), biscoitos anti-tártaro e bifinhos feitos com farinha de linhaça. “São petiscos conservados em extrato de alecrim que garantem mais saúde e qualidade de vida para os pets. Em nenhum petisco tem couro bovino que passa por processos químicos, apenas ingredientes vegetais”.
As dicas do Guilherme:

-Comece de onde você está e com aquilo que tem em mãos. É clichê, mas é muito real. Eu não tinha muito dinheiro pra investir, não tinha condição de abrir a loja de cara, por isso, comecei online e participando de eventos gratuitos. Uma coisa que fiz por quase um ano, foi participar de feiras em condomínios fechados. Quando soube desse grupo que leva hortifrútis, pães, bolos, pastel e etc para os prédios e condomínios, entrei em contato para participar. Foi uma oportunidade pra todo dia ter contato com algum público e divulgar a marca. Conquistei muitos clientes assim.

-Valorize o networking. Desde que comecei consegui bons parceiros, gente do ramo pet que acreditou na ideia e contribui de alguma forma. Além das vendas online, fechei parcerias com petshops para eles comprarem de mim e vender para o público deles. Graças a esses contatos também pude participar de alguns eventos. É importante ter bons relacionamentos na área, não enxergar os concorrentes como inimigos. É legal ter uma visão conjunta que trabalhe pelo fortalecimento do setor.

-Antes de apostar todas as fichas, tenha certeza que você se identifica com o negócio. Um dia, ao fazer uma entrega, ouvi a história de uma mulher que perdeu uma das cachorrinhas vítima de câncer. Ela falava com tanto amor do animalzinho que aquilo me tocou profundamente. Lembro que quando subi na moto para ir embora senti que eu estava no caminho certo e que aquilo fazia sentido para mim e me fazia feliz. Foi a partir disso que senti que eu podia e queria dar mais passos nessa área.

@padocaomaringa

@gui.stawinki

 

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