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Lives são opção também para os músicos da noite

Durante a quarentena você já deve ter acompanhado  uma ou várias Lives dos famosos nas redes sociais. Tem para todos os gostos: Sertanejo, Pop, Roberto Carlos e até eventos internacionais como o Global Citizen, organizado pela Lady Gaga. Essas celebridades da música não precisam muito para ter milhares de pessoas acompanhando as Lives, mas e para quem ainda não tem essa fama? Os músicos, cantores e bandas que tocam em bares e eventos estão parados neste momento.

Pois muitos músicos da noite estão encontrando nas Lives uma forma de se manter nesse momento de pandemia. É o caso da Milena Gimenez e do Guilherme Cosbor. A Milena é cantora há alguns anos com formação lírica e popular e trabalhava com transcrição de documentos. O Guilherme também tem formação em música e dava aulas. Eles criaram o projeto Violeta, uma banda e um duo que tocam apenas músicas de mulheres.

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Em 2019 eles decidiram que iriam viver exclusivamente de música e estavam indo muito bem com várias apresentações em bares, restaurantes e pátios gastronômicos de Curitiba e região metropolitana. “Viramos o ano de 2020 com agenda cheia, fizemos até uma mini tour em SP em meados de janeiro. Em março já tinha agenda até agosto”. Mas veio a pandemia. De uma hora para outra os bares fecharam e os eventos foram cancelados ou adiados.

A Milena sabia que tinha que pensar e agir rápido e foi observando as Lives na internet que teve a ideia de também fazer shows online, mas ao invés de fazer no próprio Instagram, a proposta era se unir aos bares que poderiam oferecer, além da delivery, por exemplo, o show do duo como um atrativo a mais. “Assim os bares mantém as mídias sociais ativas e a gente divulga nossa música e nosso nome”.

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Uma semana depois da última apresentação ao vivo eles estavam fazendo o primeiro show online. “Pensamos em tudo: cenário, cabeamento, internet, aparelhos, como transmitir com uma qualidade de áudio e vídeo alta. Tudo em casa. Cada detalhe foi pensado nessa semana. E deu certo”.

O bar pagou metade do cachê usual e umas 300 pessoas passaram pela Live, Um sucesso! Outros músicos tiveram a mesma ideia na sequência, mas segundo a Milena, mesmo com a concorrência eles já fizeram pelo menos 12 shows online.

Os bares que pagam são aqueles que estão fazendo delivery, outros pagam um valor simbólico. “Fora isso também deixam a gente pedir um “couvert virtual” para o público de casa. Então qualquer um que está assistindo a live pode contribuir com qualquer valor. Disponibilizamos as contas e PicPay para contribuição espontânea, no estilo pague o quanto vale”. Eles também receberam convites para fazer lives no bar, mesmo fechado ao público. “Recusamos por conta da quarentena, então fizemos tudo pensando apenas no duo para reforçar o isolamento social e como somos um casal fica mais fácil”.

A ideia agora é levar adiante o projeto “Música Solidária” e também fazer lives para ajudar as instituições que precisam muito de doações nesse momento.

A Milena tem dicas para os artistas e outros cantores nesse momento:

-A dica que eu gostaria de dar principalmente é mais união. Podemos formar uma corrente do bem. Fazer LIVES solidárias pra arrecadação, tanto pra nós quanto para instituições que vivem de doação.Procurar os colegas de profissão e dialogar, fazer trabalhos juntos (unidos, mas não reunidos).

– E botar a cara na internet. Temos essa ferramenta a nosso favor nesse momento. Não ter vergonha nem receio do pessoal que reclama das lives. O momento é de união, acredito eu e de aproveitar a tecnologia a nosso favor.

@violeta.musica

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