Sensatti- Partiu Plano B

Uma vending machine para chamar de minha

 Se você acompanha o Partiu Plano B já viu que ter uma loja física é somente uma opção para quem quer vender um produto ou serviço. E são vários exemplos: a dona de casa que vende calça de porta em porta, a florista que encanta os clientes com o fusca flower e até uma artesã que vende almofadas em uma rural antiga.  Com a história da Fernanda Sawczyn, eu descobri que também é possível ter uma vending machine, aquelas que antes a gente via só em filmes americanos e que agora já fazem parte do nosso dia a dia. “As vendindg machines estão sendo descobertas pelos brasileiros. É um excelente negócio, é uma vitrine sozinha. Não precisa de funcionário. Se você tem um bom produto ele se vende sozinho”.

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A Fernanda tem uma vending machine para vender sapatilhas anatômicas em festas e baladas. Aquelas sapatilhas confortáveis, dobráveis que podem ficar na bolsa e  que salvam a vida das mulheres que não aguentam dançar a noite toda de salto. Ela teve a ideia quando viu uma máquina vendendo esse tipo de produto em um Festival de Música Eletrônica, na Europa. Como sempre sofreu com dores nos pés por causa de salto alto, achou que seria o máximo proporcionar essa sensação de liberdade para as mulheres.”Não quero só vender a sapatilha e sim a sensação de estar livre. Livre para dançar, livre de dores, livre para ser você”.

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Em sociedade com o irmão, ela comprou a máquina italiana que custou 18 mil reais. Fez parceria com outra empresária que produz as sapatilhas e começou. Primeiro levou a máquina em uma balada de Curitiba e depois em formaturas.  Em menos de 90 dias com a máquina já chegou a vender mais de 75 pares em uma noite. E não é só em formaturas a máquina já esteve também  em uma festa a fantasia para mais de 3 mil pessoas. A ideia da Fernanda também é alugar a máquina para casamentos e outros eventos fechados. Para os eventos inclusive ela consegue personalizar as sapatilhas. 

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Formada em  Relações Públicas e trabalhando em uma transportadora, a Fernanda ainda não conseguiu obter lucro. A expectativa é recuperar o investimento com a máquina  em 2 anos. Enquanto isso,  a jovem aproveita para se atualizar fazendo uma pós em empreendedorismo e inovação. “Ainda estou em fase de investimento, mas consigo pelo menos cobrir o custo com o transporte, que é o mais caro”. Ela me explicou que a máquina é muito delicada por isso o transporte tem que ser feito em caminhão com plataforma.

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A ideia é que o consumidor consiga fazer tudo sozinho, mas a Fernanda sempre fica nos eventos para ajudar as pessoas na hora da compra. Isso significa ficar de pé das 10 da noite as 6 da manhã. Cansativo? Sem dúvida. Mas aos 22 anos e com muita vontade de empreender a Fernanda volta para casa feliz e com a certeza  de estar só no início de um caminho de sucesso. Ah! E o projeto de franquia está começando a tomar forma. Várias pessoas  de todo o Brasil estão interessadas no sistema de venda de sapatilhas na vending machine. 

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As dicas da Fernanda:

– Se a ideia é ter uma vending machine tem que saber o investimento com transporte é alto. A máquina é bem delicada e esse cuidado com o transporte é essencial
– Assim como todo negócio tem que ter muita paciência e meter a cara. Divulgar seu trabalho nas redes sociais, fazer contatos, falar pra todo mundo
– O bom de uma vending machine é que se um produto não der certo você pode usar a mesma máquina para vender outra coisa. Mas eu tenho certeza que vender sapatilhas vai dar certo e espero ter franquias, em breve.

 

 

 

 

 

10 comentários sobre “Uma vending machine para chamar de minha

    • Lúcia que bom que gostou da história. É realmente um bom exemplo né? Uma pessoa tão jovem sem medo do trabalho, apaixonada pelo que faz. Por isso me inspiro com meus entrevistados rsrsr.
      Grande beijo e obrigada pela visita

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