Chueire -Partiu Plano B - 1

O sucesso depois do curso técnico- A prática do curso técnico ajudou o engenheiro a se tornar gerente geral de uma grande empresa

No final da década de 70, Luiz Renato Chueire estudava para ser engenheiro. Cursava Engenharia Mecânica na Universidade Federal do do Paraná. Só que ele percebeu, junto com alguns amigos, que a formação universitária não era suficiente para a formação completa de um profissional. “Principalmente para as atividades ligadas à indústria”. Eles queriam  colocar a “mão na massa” e foram buscar opções de cursos. Identificaram no Senai-PR a melhor alternativa para realizar a parte prática da formação profissional. E era aos  sábados de tarde que os jovens estudantes de engenharia aprendiam na prática a trabalhar com solda, usinagem, ferramentaria, comandos elétricos e mecânica de automóveis.

Chueire -Partiu Plano B - 2

Em abril de 1983, já formado em Engenharia Mecânica, Chueire entrou na Eletrofrio,  primeiro como Engenheiro de Instalações. Elaborava orçamentos técnicos, acompanhava a execução de projetos e supervisionava a instalação de sistemas frigoríficos comerciais nas principais redes de supermercados do Brasil. “Por ter conhecido o lado prático de assuntos técnicos, especificamente na área de Comandos Elétricos, tive muita facilidade de acompanhar os trabalhos de campo. A vivência do “mão na massa” oportunizada pelo SENAI PR também ajudou muito na construção de minha carreira, pois eu tinha conhecimento e habilidades desenvolvidos para executar tarefas de campo, o que me aproximava das equipes que eu supervisionava e dava maior credibilidade a meu trabalho de gestão”.

Do trabalho de campo passou para a gestão industrial, e novamente o espírito “mão na massa” ajudou a compreender os desafios desta área. “Assumi também responsabilidades pelo desenvolvimento de produtos e novas tecnologias em sistemas e equipamentos frigoríficos, completando assim minha experiência na área industrial”.

Chueire- Partiu Plano B

Ele diz que chegar à gerência geral da empresa  foi um processo evolutivo natural, uma vez que ao longo de mais de 35 anos ele acompanhou  ou trabalhou diretamente com todas as atividades operacionais da empresa. Segundo Luiz Renato, os cursos profissionalizantes têm um papel muito interessante tanto para o jovem que pretende terminar ali seu ciclo de formação como para aquele que pretende estender este processo. “O jovem que segue carreira profissional após concluir um curso técnico profissionalizante, vai para o mercado de trabalho com vantagens, quando comparado ao jovem sem formação específica. O jovem que após o curso profissionalizante segue vida acadêmica também tem vantagens quando entra no mercado de trabalho, uma vez que tem tanto a visão prática como a visão teórica de vários temas técnicos”. E ele  não tem dúvidas na hora de indicar um curso técnico. “A demanda por profissionais na área técnica não vai deixar de existir nunca. O jovem que tem perfil para entrar nesta área não precisa pensar duas vezes”.

Chueire explica que  há uma grande carência de pessoas especializadas em automação, refrigeração, operação de equipamentos automatizados. “Além disso, a Indústria 4.0 vai demandar cada vez mais pessoas com formação técnica, abrindo ainda mais oportunidades no mercado de trabalho”.

As dica do Luiz Renato:

 – Procure um bom curso técnico que lhe dê formação prática e teórica, tipo “mão na massa”.

– Tenha espírito curioso, pois sempre há um jeito melhor e mais eficiente para se fazer algo.

– Nunca, mas nunca mesmo deixe de estudar, atualizar-se e acompanhar as evoluções do mundo, tanto técnicas como comportamentais. Seja sempre um jovem buscando mais e mais desenvolvimento e conhecimento, não importa sua posição em uma empresa ou sua idade.

www.senaipr.org.br

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