Voo- Partiu Plano B

Publicar histórias que inspiram é o objetivo das sócias de uma editora de livros

A história de empreendedorismo das sócias que têm uma editora de livros começou com a  Joana Mello e com a Claudia Kubrusly, que eram advogadas. Elas se conheceram em Nova York durante um congresso sobre livros e passaram uma tarde conversando. Um ano depois, quando decidiu abrir a editora, a Claudia pensou imediatamente na Joana, que não teve dúvidas em aceitar a proposta. A Priscila Seixas, que era jornalista, entrou na sociedade alguns anos depois quando elas precisavam de mais uma cabeça e mais braços para  continuar o trabalho. Duas advogadas, uma jornalista e o sonho de mudar o mundo contando boas histórias. A editora surgiu com a proposta de publicar livros que inspirem as pessoas a melhorar o mundo.  E desde o início, a empresa adota o conceito de oferecer uma contrapartida solidária para cada livro que vende, em favor de uma pessoa em situação de vulnerabilidade social ou de uma causa.

A editora é um Plano B na vida profissional das 3 sócias.  Joana conta que a transição de carreira foi algo orgânico sem sofrimento, uma vez que ela já atuava com direito autoral e foi entrando no mercado editorial aos poucos. “Como não era grande fã do dia a dia jurídico, trabalhar exclusivamente com a Voo veio como uma grande alegria”. No caso da Claudia a mudança de carreira foi um processo de autoconhecimento. Ela sempre teve certeza que queria se advogada, tanto que emendou um mestrado logo após a graduação. “Tudo caminhava como o planejado… até o dia em que me dei conta de que não gostava das segundas-feiras, que não sentia entusiasmo pelo que fazia e isso mexeu com as minhas convicções. Eu queria amar o meu trabalho, fazer algo que fizesse meus olhos brilharem”. Depois de três anos e de muita reflexão, ela mudou. “Hoje meus olhos brilham e eu adoro as segunda-feiras”. A Priscila sempre esteve mais ligada à produção de conteúdo e comunicação empresarial do que efetivamente o jornalismo diário ou reportagem . Depois de alguma desilusões profissionais ela chegou a pensar em mudar totalmente de área, mas chegou à conclusão que tinha talento mesmo para o texto. “Nunca tinha pensado em empreender, mas aí surgiu a Claudia, com sua paixão e determinação pelo projeto da Voo, que me conquistou na hora. Mergulhei de cabeça e alma no negócio!”

Voo- Partiu Plano B

Desde que decidiram se dedicar à editora a vida das três mudou, e para melhor. Joana conta que ser mãe foi a gota d´água. “Ter tempo com o filho, principalmente, nos primeiros anos de vida era algo que eu não abriria mão”. Para Claudia, além de conseguir mais tempo com os filhos,  a vida ganhou mais sentido. “Hoje, em determinados períodos, chego a trabalhar mais do que trabalhava como advogada (que não era pouco), mas me sinto muito menos estressada. Acho que essa é grande diferença de se fazer o que gosta: o trabalho deixa de ser trabalho”. Priscila diz que a maior mudança é a relação que ela tem com o trabalho.  “Poder fazer meus próprios horários é ótimo, ter a possibilidade de participar de mais momentos da rotina com a minha filha é maravilhoso, mas saber que estou batalhando por algo nosso é a grande diferença. Cada dificuldade é um sofrimento genuíno, uma ânsia por resolver da melhor forma. E cada “micro” vitória é uma conquista maravilhosa. O trabalho deixou de ser cumprir tarefas e passou a ser construir juntas”. Em 5 anos elas já publicaram 18 livros com títulos como “Comece algo que faça a diferença”, de Blake Mycoskie,“Trem Bala”, que traz a canção emocionante da Ana Vilela com ilustrações da mineira Anna Cunha. Além disso lançaram o selo infantil Vooinho , com livros que tem o objetivo de despertar um olhar para um mundo melhor .Elas dizem que o retorno dos leitores é um combustível que ajuda as três a continuarem com o trabalho. “São pessoas que  iniciaram negócios conscientes ou que mudaram a forma de conduzir seus negócios ou mesmo que consideram um de nossos livros um marco em suas vidas, um divisor de águas”.

As dicas das sócias:

-A Joana diz o seguinte: “Para empreender é preciso coragem, muito amor e um pouco de loucura. Perceber o entrelace que o seu negócio faz na vida das pessoas, como clientes, funcionários e fornecedores, como impacta vidas de forma tão positiva é algo extremamente revigorante e que te faz seguir em frente diariamente”.

– A dica da Claudia : “A minha dica principal é: encontre o que naturalmente lhe motiva, o que lhe entusiasma, porque as dificuldades de empreender são muitas, mas elas se tornam pequenas quando se trabalha com amor. A segunda é: siga a sua intuição, ela não costuma falhar inclusive em relação a negócios. E por fim, saiba que erros acontecem e fazem parte do processo. Aprenda com eles”.

– E o que diz a Priscila: Acho que a principal é ter propósito – buscar algo que faça sentido para você, que tenha um significado na sua história, que você realmente goste de fazer e em que o retorno não se faça só pelos números. Segunda dica é unir forças – faça uma rede de parceiros que somem ao seu trabalho, procure pessoas que completem os seus pontos fracos para estar ao seu lado, não dá pra saber tudo e fazer tudo sozinho. Por fim, acho que, complementando a Claudia sobre errar e aprender com os erros: seja persistente.

 

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