Tropicado -Partiu Plano B

Os engenheiros que deixaram emprego fixo e estabilidade para vender frutas processadas

A Stephanie Koller e o Fernando Scarduelli são formados em Engenharia da Produção e tinham emprego fixo, estabilidade e ótimos salários em uma multinacional, MAS, aqui no blog sempre tem um mas, eles não viam mais sentido no trabalho que realizavam. Os dois, que são namorados, chegaram a morar na Alemanha por conta do trabalho na empresa, mas não estavam felizes com a rotina. O Fernando começou até a sentir dores pelo corpo. “A gente via o que era a vida dos chefes, sempre estressados e preocupados com o trabalho”, lembra Stephanie.

Tropicado -Partiu Plano BQuando ainda estavam na Europa começaram a pensar em possibilidades para empreender. Perceberam que as frutas processadas, higienizadas e cortadas, prontas para o consumo, são comuns em mercados da Alemanha e muitas das frutas são do Brasil ou da África. Como não queriam um negócio  que precisasse de um grande investimento inicial decidiram apostar nessa ideia.  Tiveram coragem sim  de deixar os empregos, mas mas antes fizeram uma boa economia. “Com dinheiro guardado para pelo menos dois anos decidimos que a hora é agora, que somos jovens e ainda não somos casados.”

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Você que está lendo pode pensar. E a crise?? Como assim deixar um emprego fixo? Os dois já estão acostumados com esse tipo de pergunta. Mas a Stephanie tem uma ótima resposta: “Existe o timing do Brasil e da nossa linha de vida. Então, se esperássemos mais 5 ou 6 anos nós teríamos outras responsabilidades e talvez não tivéssemos mais a coragem de deixar um alto salário para empreender”.

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Eles começaram  entregando frutas no local de trabalho das pessoas e que devem ser consumidas no mesmo dia. Em poucos meses já criaram um novo modelo de negócio com as frutas processadas que duram até 6 dias. “A ideia é atender as pessoas que moram sozinhas e que não teriam como consumir, por exemplo, uma melancia inteira  e também as mães que não têm muito tempo e que querem garantir que os filhos comam frutas”.

Segundo a Stephanie, no momento o retorno financeiro não chega aos pés do que eles recebiam na empresa, mas ela está feliz e realizada. “É muito bom ter orgulho do você faz e ter a sensação, no fim do dia, de que cumpriu uma missão”.  E eles percebem, pelo feedback dos clientes, que todos estão adorando a facilidade de receber frutas frescas e prontas para o consumo em casa ou no trabalho.

 

As dicas da Stephanie e do Fernando

– Um sócio tem que te complementar. Se você é bom em logística , encontre alguém que venda bem. Analise bem quais são os seus pontos fortes e quais são os pontos fracos.

-Você precisa ter capital de investimento para se bancar por dois anos. Pagar seu condomínio, água e luz e bancar contas da empresa. Se não tivesse esse capital estaríamos afogados

– Eu ( Stephanie) fiz o Empretec do Sebrae e recomendo. Eu fiz em um momento que estava em dúvida. Consegui vivenciar a rotina do  empreendedor e isso foi essencial para ter certeza de que era isso que eu queria.

-Não se iluda que empreendendo você  vai ter mais tempo para a filha ou mais qualidade de vida. Tem suas vantagens, claro , e a principal é ter orgulho do que faz, ter o seu trabalho próprio e ter o que contar para a família quando chega a noite em casa

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5 comentários sobre “Os engenheiros que deixaram emprego fixo e estabilidade para vender frutas processadas

  1. Parabéns ao Fer e a Steh.
    Tem que ter muita coragem e espírito empreendedor para largar empregos estáveis e com bons salários.
    Então fico torcendo muito para que vocês tenham muito sucesso nessa nova empreitada.
    Bjs

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