EmpreenDown- Partiu Plano B

EmpreenDown incentiva empreendedorismo para jovens com síndrome de Down

A família da Bia Reis soube que ela tinha síndrome de Down no nascimento. Os pais ainda  não sabiam muito sobre a síndrome, mas resolveram que fariam o possível para ajudar no desenvolvimento da filha. A Camila Reis é a irmã mais velha da Bia e tinha 7 anos quando ela nasceu. “A Bia sempre foi minha inspiração pra tudo e eu sempre quis que ela
tivesse as mesmas oportunidades que eu. E quando ela chegou na fase adulta não foi diferente, queria que ela tivesse uma profissão, autonomia pessoal e financeira”.

EmpreenDown- Partiu Plano B- 1

Desde pequena a Bia adorava artes e sempre foi incentivada pela família. Na hora de escolher uma profissão o artesanato surgiu como opção. No início só vendia as peças, mas aos poucos começou também a ensinar e hoje, além de aulas presenciais, faz vídeo aulas e tem um canal no Youtube onde ensina algumas técnicas. Clica AQUI para conhecer o canal da Bia.

A Camila é formada em administração de empresas e começou a ver a dificuldade da Bia para  encontrar lugares, que não cobrassem muito caro, para expor e vender seus produtos. Foi quando  surgiu a ideia de lançar, junto com a irmã,o projeto EmpreenDown, que tem o objetivo de ajudar os jovens artesãos com síndrome de Down a terem espaço para vender seus produtos em empresas.

Além disso, elas também promovem eventos próprios somente com expositores com síndrome de Down. “O projeto cria oportunidade de negócios para esses jovens continuarem fazendo e vendendo seus produtos, aumentando assim a autonomia pessoal, financeira e a confiança no próprio trabalho”.

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Sete jovens participam hoje do projeto e, segundo a Camila, a diferença no comportamento e na vida deles é visível. “Já temos depoimentos de pessoas próximas a eles dizendo que hoje encaram o que antes era só um hobby como uma profissão. Desenvolveram uma responsabilidade
muito maior tanto para o trabalho como para a vida, além da autonomia”.

E mesmo em pouco tempo, o projeto já tem muitas histórias de superação, como a da jovem que conseguiu, pela primeira vez, comprar um presente para o dia dos pais com o próprio dinheiro ou de outra que passou pela perda de um ente querido e entrou em depressão. “Quando ela começou a fazer artesanato e vender as peças, voltou a sorrir e a se comunicar melhor. Além de estar mais responsável com todas as questões pessoais e profissionais.
A Camila diz que esses relatos são um incentivo para continuar com o projeto que também promoveu mudanças na vida da Bia.  “Ela é outra pessoa, apesar de ser jovem é super responsável com os compromissos, está mais madura nas conversas e decisões e tem autonomia pessoal. Além disso, conquistou autonomia financeira, porque tem uma conta bancária no nome dela onde fica o dinheiro que ganha com as vendas. “Ela reinveste em materiais para o ateliê e o lucro gasta com as coisas que gosta de fazer, ir para baladas, jantar com a família, entre outras coisas.

https://www.facebook.com/empreendown

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