Glaucia maquiadora- Partiu Plano B

De advogada estressada e infeliz a maquiadora realizada

A Gláucia Tchornobay Weidner estava estressada, cheia de cabelos brancos e 25 quilos acima do peso, quando decidiu que precisava mudar de vida. Ela entrou na faculdade de Direito muito jovem, aos 17 anos, e não parou mais. Começou a trabalhar na área logo no primeiro ano como estagiária e depois que se formou atuou sempre na área cível.

Glaucia maquiadora- Partiu Plano B

Aos 31 anos ela estava como descrevi no início e ainda cheia de dívidas porque gastava tudo o que ganhava. Foi buscar a ajuda e na terapia percebeu que precisava mudar radicalmente antes que prejudicasse ainda mais sua saúde. Como estava muito ansiosa, antes mesmo de decidir qual seria o seu Plano B ela abriu mão da sociedade no escritório de advocacia. “Quando cheguei no meu limite, não havia mais condições de planejamento. Meu emocional estava destruído a ponto de pensar em suicídio todos os dias pela manhã.”

A maquiagem , que para ela era um hobby, acabou se tornando opção de negócio. Procurou uma escola especializada e se animou a começar a trabalhar na área. Mas lembra que ela estava cheia de dívidas? Pois é, para conseguir comprar o material necessário para se profissionalizar a Glaucia teve que tomar outra importante decisão, vender o apartamento dela e voltar a morar com os pais. “O desapego de coisas materiais não é fácil, mesmo quando estamos buscando um sonho. Mas era necessário, já que estava atolada em dívidas e jamais conseguiria investir em uma nova carreira”. Ela ainda teve a sorte de ter todo o apoio dos pais que a ajudaram nessa fase de transição.

Glaucia maquiadora- Partiu Plano B

A Glaucia hoje atende as clientes a domicílio e  já faz planos para abrir um estúdio.”Estou estudando algumas ideias, para criar um espaço diferenciado para atendimento das minhas clientes. Mas agora vou com calma. Sei das minhas possibilidades e pretendo fazer tudo com o pé no chão”.


Glaucia maquiadora- Partiu Plano B

Desde que partiu para o Plano B, a Glaucia está mais feliz e já perdeu 10 quilos.”Agora sinto vontade de viver, de sair, de fazer coisas. Além disso, sempre saio para atender minhas clientes maquiada, arrumada e bem vestida, o que ajuda muito a manter a auto estima”.

As dicas da Glaucia

-A primeira, seria buscar e aceitar ajuda. Eu passei anos sofrendo sozinha. Ninguém sabia dos meus problemas psicológicos e financeiros. Acredito que a jornada pode ser muito mais fácil e prazerosa, quando ouvimos os conselhos das pessoas que nos amam, ou mesmo de profissionais. Há consultoria para tudo: Financeira, carreira, auto imagem, inúmeras terapias. Tudo isso teria me ajudado se eu tivesse buscado essas ajudas antes.

-A segunda seria vestir a camisa do plano B. A gente tem o costume de dar o sangue quando somos empregados, mas percebo que quando se trata de plano B, as pessoas têm um pouco de medo de se expor e não “dão o sangue” pela nova profissão. Acredito que meter a cara, perder o medo, ter coragem de assumir uma nova carreira pode fazer toda a diferença.

-A terceira, seria de fato o planejamento. Sabemos que o País não vive um momento de estabilidade financeira e nem todos têm a sorte de poder contar com a ajuda dos pais, como foi o meu caso. Então, antes de “chutar o balde”, calcular bem os custos com investimento inicial (cursos, materiais, gastos do dia a dia) e ter uma reserva para o momento da transição, já que retorno financeiro, em regra, não ocorre do dia para a noite.

https://www.facebook.com/GlauciaWeidnerMakeUp/?fref=ts

4 comentários sobre “De advogada estressada e infeliz a maquiadora realizada

  1. Parabéns…as pessoas tem que ter muita coragem para mudar a vida e depois veem que era o melhor caminho. Eu deixei de ser advogada estressada e hoje vivo no mundo dos aromas. Desapegar do salto foi a minha melhor decisão. Felicidades, garota

  2. Meu plano B foi estudar e ser advogada. O plano A que a vida tinha para mim era ser balconista de supermercado. Nada contra, porque me sustentou por muito tempo mas eu sempre sonhei em ser advogada. Não juíza nem promotora. Advogada. Fui para os bancos acadêmicos já aos 26. Era bancária já, aí dava para pagar pq na época do Fernando Henrique, o pobre para conseguir Fies tinha que ser miserável e miserável não estuda para chegar até a faculdade, tem que comer. Estudava um semestre pagando o acerto do outro. Foi sofrido. Tinha que escolher entre comer uma coxinha ou tirar um xerox. É uma profissão muito difícil. Tira o sono. Tira o feriado. Mas ser um bom advogado é igual a ser bom médico, requer doação. Sem ter amor nem vocação vc sucumbe. Eu sou advogada e não tenho um grande escritório, não uso Prada, não cultivo a aparência clichê. Sou simples como quando era balconista. Tenho um projeto social que eu amo chamado Alimentando o Futuro, pela Fundação Museu do Futuro em Curitiba. Esse foi meu plano B. Dar certo, obter sucesso dentro da minha fórmula.

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