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A alimentação orgânica ajudou na recuperação de um AVC e se tornou opção de negócio

É o marido da Ana Cristina Stabelito Dall’ Stella, o  Gilmar Dall´Stella, que conta como foi o AVC, porque ela não se lembra de nada. Em dezembro de 2003 a Ana acordou no meio da noite dizendo que estava com muita dor de cabeça. O marido foi buscar um copo d’água e quando voltou ela estava tendo uma convulsão. Foi levada para um hospital e o médico identificou um AVC hemorrágico. Foi para o centro cirúrgico com poucas chances de vida, pois o sangramento foi muito próximo ao cerebelo (responsável pelo equilíbrio) e ao sistema nervoso central. Mas a Cris sobreviveu. “No entanto, o médico achou que eu ficaria vegetando. Saí do coma doze dias depois e do hospital trinta dias após ter dado entrado na emergência. Lembro vagamente da saída”.

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Mas vamos voltar um pouco no tempo? Antes desse AVC, a Cris tinha uma vida agitada como jornalista e designer gráfica. Ela e o marido trabalhavam em um jornal de São Paulo que faliu. Com isso eles demoraram para receber o que tinham direito e o casal se endividou. “Para saudar essas dívidas, passamos a trabalhar “loucamente”: além de prestar serviços de jornais, folders, diagramação de livros, apostilas…”

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Mas depois do AVC ela teve que parar com a correria. A Ana Cristina estava com 35 anos em uma cadeira de rodas e precisava de ajuda para realizar as necessidades básicas. “Cognitivamente, tive perdas na memória recente, fazia confusões mentais, mas estava relativamente lúcida”.

Ela conseguiu voltar a andar após 5 meses de muita fisioterapia. Ainda havia muitas coisas para recuperar e foi nessa época que ela percebeu como a alimentação orgânica estava fazendo diferença. ”Sentia mais disposição e vontade de fazer os exercícios fisioterápicos, a que me submetia quase que diariamente por algumas horas. Tinha energia e fisicamente fui recuperando os movimentos dos membros, a visão melhorando, o rosto desinchando”.

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Em 2007  a família veio para o Paraná em busca de uma vida mais tranquila e se mudou para Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Ela e o marido ainda prestavam serviços de jornalismo de design gráfico para empresas de São Paulo e da África. Começaram uma horta em casa para garantir uma alimentação mais saudável, se aprofundaram no assunto e assim surgiu o Plano B do casal, uma pequena agroindústria de verduras e legumes minimamente processados. Eles lavam e higienizam , cortam e embalam 32 produtos prontos para o consumo. “O único trabalho do consumidor é abrir a embalagem  servir”. A Ana Cristina e o Gilmar ainda ajudam outros pequenos produtores que têm dificuldade para escoar seu produto para o mercado ou queiram  melhorar sua produção.

A vida da Cris  continua corrida, mas muita coisa mudou. “ O que diferencia da correria anterior é que tenho agora um objetivo maior do que simplesmente trabalhar para ganhar dinheiro ou me realizar profissionalmente. Essa busca contínua em melhorar e proporcionar felicidade às pessoas, através dos nossos alimentos, gera uma felicidade muito grande de mim e faço isso com prazer, alegria e autorrealização”.

As dicas da Ana Cristina

-Primeiro  reflita se aquilo que quer fazer é algo realmente bom para o mundo, para as pessoas e também para você. É preciso acreditar nisso.

-Depois, planeje minuciosamente suas ações.

-E por último, aja, com sabedoria e determinação. O caminho é longo e esburacado, há inúmeros obstáculos, pressões, descrédito dos outros, mas a crença naquilo que está fazendo  é a origem do amanhã e pode levá-lo a seguir em frente e ser surpreendido com resultados além dos esperados.

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